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Claudia Raia conta que corre na estreia a 1 da manhã!

Posted sábado, agosto 27, 2011 by Fernanda Borge Gabriel



Claudia Raia é convidada do "Superbonita" da próxima segunda-feira (29) ás 22:00hrs e, no bate-papo com Luana Piovani, a atriz fala sobre a rotina de beleza das mulheres que vivem no palco. “Eu faço balé desde os três anos de idade, a dança é o mais difícil, o mais doloroso, o que se perde mais rápido. Essa coisa de correr na esteira uma hora da manhã, tudo isso é verdade quando eu não tenho opção” , revela a diva.




atriz conta ainda os sacrifícios que fez pela profissão, como, por exemplo, ganhar peso para viver a protagonista da novela “A Favorita” , da TV Globo. “Engordar 10 kg significa uma hiperalimentação, sustagem. Perder 10 kg é muito mais difícil. Mas eu fui porque eu achava que tinha disciplina para voltar”.

Claudia fala também sobre seus hábitos alimentares, entre eles, o de comer de quatro em quatro horas. “É você conhecer o teu corpo e saber ao que ele responde. Eu sei exatamente o que me engorda. Minha avó dizia uma coisa que é totalmente sábia: toma café da manhã como um rei, almoça como um príncipe e janta como um mendigo”.


















Fonte: GNT




Claudia Raia: Musa irradia bem-estar

Posted quarta-feira, agosto 10, 2011 by Fernanda Borge Gabriel


Mesmo com formas exuberantes em razão de anos de dedicação ao balé, a atriz Claudia Raia (44) não relaxa e investe em atitudes que garantam a manutenção do bem-estar do corpo. Ela se mostra pronta, 67kg em 1,80m, para estrelar o musical Cabaret e credita a beleza radiante aos cuidados com a pele e à alimentação saudável que cultiva desde criança. “Quando era pequena, não gostava de sol. Hoje, adoro o mar, mas não sou de ir à praia e nem saio de casa sem protetor”, ensina Claudia.

Mãe de Enzo (14) e Sophia (8), da união de 17 anos com Edson Celulari (53), de quem está separada desde julho de 2010, a atriz também é adepta de tratamentos estéticos. Durante visita à clínica dos irmãos dermatologistas Jardis Volpe e Kátia Volpe, em São Paulo, ela conta segredos dos cuidados diários e abre o coração para falar da vida de solteira





– Como estão os preparativos para o musical Cabaret?

– O espetáculo tem estréia prevista para o meio de outubro e começamos a ensaiar agora. Meu parceiro em cena é o querido Reynaldo Gianecchini, com quem tenho uma relação maravilhosa. Estou em um momento profissional de muita felicidade. O ruim é ficar longe dos meus amados filhotes. Moro com eles no Rio e, devido à peça, estou passando a semana em São Paulo e só os vejo aos domingos. Mas, graças a Deus, estão sob os cuidados do Edson, que é um pai excepcional.

– Como é a relação de vocês?

– É ótima. Não dá para dizer excelente, porque nós estamos separados. Foram 17 anos de entrega e amor absoluto. É uma situação chata e dolorosa, mas a gente sabe se cuidar. Vamos continuar sendo uma família, mas estamos redescobrindo uma vida individual.

– E como é estar solteira?

– Janto fora, vou ao teatro, mas não é algo que me fascine. Nunca amei o ‘solteirismo’, não é do meu temperamento. Depois de tanto tempo em um relacionamento, é muito estranho estar sozinha. Temos uma família que se ama e estamos em um momento de recesso. Acho que o tempo vai colocando as coisas no lugar.

– Você cuida muito do corpo. É adepta de novos tratamentos?

– Eu era muito preconceituosa em relação ao uso de aparelhos até iniciar os tratamentos não-invasivos com o doutor Jardis Volpe, há dois anos. Fiquei impressionada com o resultado que tive com o VelaShape, para reduzir celulite e gordura. Como aliei o procedimento à boa alimentação, faço apenas manutenção.

– O que costuma fazer no dia a dia para manter a forma?

– Além de montar um cardápio balanceado, pratico balé todos os dias. Posso dizer que sou uma bailarina de alma. É o ar que respiro.




Fonte: Caras




Start mostra temporada de musicais brasileiros no Rio e em São Paulo

Posted domingo, julho 17, 2011 by Fernanda Borge Gabriel
A repórter Bianca Ramoneda entrevistou a atriz Cláudia Raia e a dupla Claudio Botelho e Charles Moeller. Eles explicam de que maneira os musicais se profissionalizaram.


Fonte: Site Globo .com

Claudia Raia diz que a inteligência é a maior qualidade de um homem

Posted domingo, julho 03, 2011 by Fernanda Borge Gabriel

A atriz Claudia Raia aceitou participar do Jogo Rápido e fez grandes revelações. Ela contou para a repórter do Domingão, Tamara Fuchs, que, de tanto trabalhar, essa é hoje sua maior mania.
Outra revelação da atriz foi a impaciência com a falta de competência dos outros. Segundo ela, esse é o seu grande defeito. Mas Claudia também disse que sua principal qualidade é a fé. Ela contou ainda quais eram seus apelidos de infância, o que acha mais importante em um homem e quem gostaria de ser se não fosse ela mesma.





Fonte: Site Globo Domingão do Faustão. Colaboração: Bia Trindade

Claudia Raia no Programa Viva Voz da GNT

Posted terça-feira, junho 28, 2011 by Fernanda Borge Gabriel






Esqueça a imagem de diva da maioria de seus personagens na TV. Atriz, comediante, cantora, bailarina clássica e mãe, Claudia Raia é do povo: “Levo marmitinha para o set de gravação e fico amiga até dos profissionais da técnica. As pessoas acham que ando de camisola de seda estilo anos 40 em casa e peço toalhas brancas no camarim. Essa coisa ‘estrela’ não é comigo”, define ela, que, nesta semana, gravou o programa "Viva Voz" com a amiga Sarah Oliveira. De riso leve e distribuindo abraços pela equipe, mostrou que a “frescura” fica mesmo restrita à telinha.






Animada com os depoimentos dos participantes do programa sobre seu trabalho, Claudia lamentou o distanciamento do público que a televisão proporciona: “É uma pena, pois saber o que pensam de você é muito gostoso. É difícil ter esse feedback na TV, ao contrário do teatro”.







E foi um desses depoimentos que, de súbito, trocou as gargalhadas da atriz por um choro tímido no meio da gravação. Era de um fã admirado, que fez um retrospecto e enalteceu a carreira da atriz. “Essa profissão é muito difícil e completar 30 anos de uma carreira de sucesso é emocionante. Quando era criança e vi minha irmã, linda; e eu, feia e chata, fui atrás dos meus objetivos com a cara e a coragem!”, disse, com a voz embargada.







Claudia jura de pés juntos que foi uma criança e uma pré-adolescente feia – mas nunca teve complexo com a altura. “Era o que aproximava os meninos de mim. Eu tinha isso e o poder da fala a meu favor. A altura me dava magnitude, então sempre gostei de ser esguia”, explicou.



Quem vê a mulher de 1,80m que chega a fazer esteira à 1h30 da manhã em época de gravação de novela (“é quando dá tempo”, diz) não imagina que ela tenha fumado dos 12 aos 24 anos – hoje, está com 44. “Fumava até durante o banho! Fui tentar imitar minha irmã e acabei me viciando”, contou ela, que resolveu parar após sonhar que tinha um enfisema no pulmão. Até hoje, em todo dia 7 de cada mês, Claudia compra um bolinho e canta parabéns para comemorar a distância do cigarro.



Apesar de se definir como “básica” quando o assunto é estilo, Claudia apareceu para gravar usando um maxicolar de pedras vermelhas e um anel igualmente enorme. “Sou uma ‘básica extravagante’”, explicou. E, voltando a deixar de lado o estigma de perua, Claudia decreta: “Entro numa loja popular e compro acessórios que posso misturar com uma peça da Louis Vuitton, por exemplo. Uso de tudo, não tenho preconceito!”.





Photos!




























Fonte: GNT/Blog Maria Claudia Raia

Todas as mulheres de Claudia Raia

Posted sexta-feira, abril 22, 2011 by Fernanda Borge Gabriel


Depois de encarnar uma “perua tarja preta” em novela da Globo e sintetizar as musas de Roberto Carlos na avenida, a atriz se prepara para estrear musical – gênero que, segundo ela, explora todas as suas potencialidades. Cabaret, que ficou conhecido na interpretação de Liza Minelli, ganhará agora a versão da maior vedete contemporânea do Brasil


No dia em que a reportagem da Brasileiros encontrou Claudia Raia, ela estava envolvida em uma tripla missão. Ao meio-dia, no estúdio do produtor musical e ex-integrante do grupo A Cor do Som, Mú Carvalho, na Barra da Tijuca, a atriz colocava voz em um CD de rock. A canção foi usada no último capítulo da novela das sete da Globo Ti Ti Ti, na cena em que sua personagem, Jaqueline Maldonado, volta à ativa com sua antiga banda, Boletim de Ocorrência, ao lado das amigas Divina Magda (Vera Zimmermann), Teresa Batalha (Drica Moraes) e Gigi (Maria Zilda). Em seguida, a atriz iria para o Projac para gravar três cenas. À meia-noite, começaria a terceira parte do expediente: o ensaio da coreografia da comissão de frente da Beija-Flor na academia de dança Carlinhos de Jesus. Enquanto você lê estas páginas, já sabe que todo o esforço da multiartista Maria Claudia Mota Raia, uma campineira de 44 anos e 1,80 m de altura, valeu a pena

Na terça-feira, 8 de março, Claudia estava entre os 4 mil integrantes da escola de Nilópolis, que levantou a Marquês de Sapucaí com um samba-enredo em homenagem ao cantor e compositor Roberto Carlos. Vestida de cristais, com uma fantasia que representava todas as divas do Rei, ela saía de um rádio nos braços dos bailarinos, como materialização dos sonhos do menino Roberto. Na noite seguinte, já estava na quadra da escola comemorando o título de campeã do Carnaval 2011. Enquanto isso, os telespectadores assistiam às derradeiras cenas da personagem Jaqueline, uma "perua tarja preta", quer dizer, surtada, por quem o Brasil se apaixonou.

Inspirada na obra de Cassiano Gabus Mendes, a novela escrita por Maria Adelaide Amaral alcançou a média de 36 pontos de audiência - chegando a superar a trama das nove - e foi um dos assuntos mais comentados na internet e nas redes sociais. A bordo de um figurino extravagante, que incluía sapatos salto 12, calças saruel, turbantes e toneladas de bijuterias, Claudia Raia roubou a cena, a ponto de, em certos momentos, a história de sua personagem ganhar mais espaço que a dos outros três protagonistas: Murilo Benício, Alexandre Borges e Malu Mader.

E não foi só isso. Ao longo de oito meses de gravações, enquanto emprestava seu corpo e seu talento de comediante à tresloucada amante de Jacques Leclair, a atriz pôde extravasar e ganhar fôlego para encarar um terremoto em sua vida pessoal: o fim de seu casamento de 17 anos com o ator Edson Celulari. No dia 18 de março, quando a surtada Jaqueline terminou a história berrando um rock em cima do palco, era a própria Claudia Raia quem soltava as suas bruxas. Com fôlego de gata, ela nem pensa em descanso. Já está em fase de pré-produção do musical Cabaret, com direção de José Possi Neto. Confira a entrevista.

Brasileiros - Como começou sua história na Beija-Flor?
C.R. - Essa é uma relação de amor que já dura 27 anos. O Anísio Abraão David (bicheiro e presidente de honra da Beija-Flor) foi padrinho do meu primeiro casamento e desde então eu nunca deixei de frequentar a escola. Neste ano, o Edson (Celulari) e nosso filho Enzo (14 anos) tocaram na bateria. Nossa filha Sophia (7 anos) era um dos anjinhos que estavam ao lado do Roberto Carlos. Eu saí na comissão de frente, representando todas as mulheres das músicas dele.

Brasileiros - Qual das mulheres cantadas por Roberto Carlos você gostaria de ser? C.R. - Todas! Eu amo o Roberto. Minha música favorita é Como é Grande o meu Amor por Você, que eu e o Edson cantávamos para o Enzo desde a gravidez. Eu também fui locutora dos especiais de fim de ano do Roberto. Até que a certa altura eu disse: "Roberto, eu te amo, mas me libera dessa tarefa. Dia 23 de dezembro é meu aniversário e faz três anos que eu passo essa data trabalhando!" (risos).

Brasileiros - Agora que Ti Ti Ti acabou, você vai estrelar o musical Cabaret. Não teme comparações com a Liza Minelli?
C.R. -
Eu persigo esse papel há 20 anos. Eu sei que a referência que o público tem do personagem é a Liza Minelli e que as comparações serão inevitáveis. Mas estou disposta a encarar. Convidei o José Possi Neto para tentar fazer um Cabaret novo, que tenha o melhor da peça (escrita por John Van Druten) e o melhor do filme (dirigido por Bob Fosse). A estreia será em outubro, no Teatro Procópio Ferreira, em São Paulo.

Brasileiros - Como uma bailarina clássica tornou-se vedete de musicais?
C.R. -
Nasci dentro de uma academia de dança e dediquei minha vida, praticamente, toda a ela. Minha mãe foi bailarina e maestrina. Minha irmã é coreógrafa. Durante 25 anos, nossa família teve uma rede de dez escolas de dança na região de Campinas, no interior de São Paulo. Na adolescência, cheguei a fazer carreira internacional como bailarina clássica, até que fiquei muito alta e tive de abandonar a carreira. O musical surgiu como uma alternativa. Comecei fazendo A Chorus Line e, para a minha surpresa, cada vez que eu abria a boca o público morria de rir.

Brasileiros - Foi aí que você se descobriu comediante?
C.R. -
Eu não sabia que era engraçada e não me achava atriz. Mas depois de A Chorus Line fui fazer um quadro no Viva o Gordo e peguei o jeito. Lá, eu trabalhava com Jô Soares e outros mestres, como o Cecil Thiré, o Max Nunes, o Wilton Marques, a Célia Biar, o Milton Carneiro e o Paulo Silvino. Foi a minha grande escola de interpretação. O problema é que, no mundo todo, a comédia é tida como um gênero inferior ao drama. Tanto que o Jerry Lewis nunca ganhou um Oscar, o que é absurdo.

Brasileiros - Você começou a ser chamada para fazer personagens gostosonas em novelas, como a Ninon, de Roque Santeiro, e a Tancinha, de Sassaricando. C.R. - Sempre fui uma mulher bonita, chamativa, gostosona. O que eu fiz foi tentar conduzir minha carreira para não me tornar refém disso. Pensei: se eu for querer fazer musical americano, não vou chegar a lugar nenhum, porque a nossa cultura é o teatro de revista. Melhor, então, partir para a comédia. Felizmente, nesse caminho eu encontrei o Jorge Fernando (diretor) e o Silvio de Abreu (autor de novelas), que me ajudaram a me tornar a nova vedete do Brasil. Com eles, eu fiz várias novelas e musicais, como Não Fuja da Raia, Nas Raias da Loucura...

Brasileiros - Naquela época, apesar do sucesso de público, você era criticada por ter um visual carregado.
C.R.
- Eu era uma adolescente nos anos 1980, ou seja, eu vivi plenamente a época dos exageros. Eu usava tudo grande e colorido - brincão, batom vermelho, ombreiras - porque era a moda. Com o tempo, fui cortando os excessos e me tornando mais mulher. Até que um dia o Daniel Filho (diretor) virou para mim e disse: "Claudia, agora você está do seu tamanho".

Brasileiros - Não é irônico que a Jaqueline de Ti Ti Ti tenha se tornado popular exatamente pelo visual exagerado que você lutou para apagar?
C.R. -
A Jaqueline é muito mais histriônica e exuberante do que eu (risos). As pessoas ligam para a Globo para saber onde encontrar as roupas, os sapatos e o esmalte que ela usa. No Vídeo Show até fizeram uma reportagem chamada Jaqueline Fashion Week. A equipe foi até Taquara, um bairro popular daqui do Rio, e flagrou as garotas usando turbante, faixa na cintura e calça saruel. Parece que a Jaqueline se tornou uma Viúva Porcina pop.

Brasileiros - Qual a importância da Jaqueline em sua carreira?
C.R. -
A Jaqueline é a personagem mais unânime que fiz desde Tancinha, de Sassaricando. Com uma semana de novela, as pessoas já me paravam na rua para cumprimentar, chamando a personagem pelo nome. Jaqueline é um personagem tragicômico. Ela não aguenta solidão, é uma verdadeira mendiga de afeto. Isso dá a possibilidade de ir para qualquer canto. Como diz Maria Adelaide Amaral, a Jaqueline é uma "perua tarja preta".

Brasileiros - Existe lugar para gente tarja preta em uma sociedade onde tudo é catalogado, rotulado, classificado?
C.R. -
No mundo real, dificilmente quem está fora do padrão é aceito. Mas eu vejo inúmeras pessoas tarja preta por aí, meio escondidas, tentando dissimular o que são realmente. O que mais tem hoje em dia é gente tentando se encaixar em um formato de vida retrógrado. Só que as pessoas tarja preta estão aí e se identificam com a Jaqueline. Dizem que ela é adorável e que, se existisse de verdade, casariam com ela. Ela tinha um enorme coração e desejava ardentemente ser amada. Ao mesmo tempo em que trazia um lado dark, de roqueira mal dormida e inadequada. Era completamente louca, mas fascinante.


CAMPEÃ DE GINÁSTICA OLÍMPICA...

Ela já foi campeã de ginástica olímpica. "Comecei a praticar na infância e aos 11 anos, em 1977, tornei-me campeã brasileira. Como cresci muito, troquei esse esporte pela dança. Minha filha, Sophia, é uma ótima ginasta."

Fez tratamento para parar de crescer. Aos 15 anos de idade, atingiu os atuais 1,80 m. "Sou a mais baixinha da família. Meu pai tinha 1,97 m!"

Nunca aprendeu a andar de bicicleta. "Tentei diversas vezes, mas era só tirar as rodinhas que eu caía. Para me fazer vencer o bloqueio, na novela Deus Nos Acuda, Silvio de Abreu criou cenas em que eu pedalava. Não deu certo."

Trabalhou como bailarina clássica. "Aos 13 anos, ganhei uma bolsa de um ano no American Ballet Theater, em Nova York. Na volta, fui para a Argentina, atuei como primeira bailarina dos teatros El Nacional e Colón. No Brasil, atuei no Balé de Câmara de São Paulo e no Ballet Stagium."

Quando está ensaiando musicais, pratica corrida na esteira cantando. "Sou contralto e uso a voz como instrumento de trabalho. Esse exercício me ajuda a ganhar fôlego para cantar enquanto executo as coreografias."


Brasileiros - Você já se sentiu cobrada por ter uma família de comercial de margarina? C.R. - Quando eu e o Edson éramos casados, a imprensa nos comparava à família da Angelina Jolie e do Brad Pitt. Mas não existe essa história de família de comercial de margarina. Todas têm problemas, e a minha não tinha como ser diferente.

Brasileiros - De alguma forma, uma personagem tão divertida te ajudou a encarar a barra pesada do fim do casamento?
C.R. -
A Jaqueline não eliminou meu sofrimento, mas certamente fez essa fase da minha vida se tornar mais leve. O trabalho te fortalece, te ergue, faz a gente tirar força de onde você acha que não tem. Houve dias que eu vinha para o estúdio me arrastando, numa tristeza profunda. E, minutos depois, eu tinha de entrar de cabeça nessa personagem tão intensa. O meu luto está sendo vivido a cada fase e é muito importante que a recuperação seja assim, step by step.




COM POUCA COORDENAÇÃO MOTOURA

Aprimorou seu visual com a ajuda do maquiador e visagista Henrique Melo, que a acompanha há 17 anos. A primeira providência foi abandonar o batom vermelho e o corte de cabelo estilo leoa. O figurino mais discreto veio em seguida.

Se não fosse atriz e bailarina, gostaria de ter estudado Medicina. "Eu gostaria de ser cirurgiã. Meu primo é ortopedista, então assisto a todas as cirurgias ortopédicas de minha família e adoro. Acho incrível ver como funciona a mecânica do corpo."

Não tem a menor habilidade para trabalhos manuais. "Eu não consigo fazer tricô, crochê ou jogar vôlei, por exemplo. Acertar uma bolinha de papel no lixo é impossível. Minha coordenação motora é toda da cintura para baixo."

Depois de participações em Os Normais 2 (2009) e De Pernas Pro Ar (2010), vai estrelar um filme. José Eduardo Belmonte, diretor de Se Nada Mais Der Certo, está escrevendo um roteiro para ela.

Aos 44 anos, 1,80 m, sapatos 39, Claudia está super bem com o próprio corpo. Só não gosta dos seus pés. "Sãos pés de bailarina, muito marcados por décadas de ensaios". Ironicamente, uma das marcas registradas da personagem eram os sapatos plataforma, que deixavam a atriz com quase 2 m de altura.





Brasileiros - Você não bebe, não fuma e não se droga. Como é que você despiroca? C.R. - Eu já sou despirocada (risos). Tenho amigos que falam que eu pareço adolescente, que tenho a alegria de uma criança. Quando todo mundo está alegre de bêbado, eu entro na mesma onda, só tomando água com gás. Se a galera tá fumando maconha, eu entro na mesma vibe, mesmo estando de cara limpa. Meu amigo Luiz Fernando Guimarães brinca dizendo que, além de me divertir e tirar sarro como todo mundo, eu sou a única a lembrar de tudo no dia seguinte.

Brasileiros - Dá para imaginar a Claudia Raia fazendo Lady Macbeth ou a Alaíde de Vestido de Noiva?
C.R. -
Acho que sim. Por que não?

Brasileiros - Por que você faz muito mais musicais que teatro.
C.R. -
Eu faço musicais porque tenho fôlego e energia para isso. Quando as minhas pernas estiverem fraquejando, vou fazer teatro falado. Gostaria muito de fazer Nelson Rodrigues e Shakespeare. Inclusive eu e o Edson tínhamos o projeto de fazer A Megera Domada), mas não deu tempo.

Brasileiros - O que a fascina tanto em musicais?
C.R. -
Além da própria linguagem e da atmosfera de sonho, a possibilidade de explorar minhas potencialidades. Há dois anos estou fazendo aulas com um novo maestro, o Marconi Araújo. Minha voz subiu uma oitava e meia e quatro notas. Isso me dá a possibilidade de fazer novos papéis. E ainda tem muitos musicais que eu quero fazer: Wicked, Sunset Boulevard, Woman of the Year...

Brasileiros - Alguma vez você já foi tão pressionada ou criticada por causa de um papel que pensou em desistir da carreira?
C.R. -
Essa coisa de desistir não é para mim, não. Eu já passei por pressões muito fortes de crítica e de preconceito. Mas como boa capricorniana, sou perfeccionista e raspo até o fundo do tacho. Prefiro morrer a desistir.

Brasileiros - Como você lida com a possibilidade de seus filhos se tornarem artistas?
C.R. -
Super bem. Eu quero que eles sejam felizes. Eles sabem que nem o pai nem a mãe são frustrados, pois somos aquilo que quisemos ser. O Enzo compôs uma canção chamada Patricinha. O Jorge Fernando topou incluí-la na novela, com o Enzo cantando e tocando bateria. Aí, a Sophia também quis participar. No final, a Maria Adelaide criou para ela a personagem Laura K., uma blogueira mirim, que veio concorrer com a Beatrice M. (personagem de Clara Tiezzi).

Brasileiros - Quer dizer que os dois já estão seguindo os passos dos pais?
C.R. -
Nem tanto. Por enquanto, o Enzo planeja estudar música em Berkeley, nos Estados Unidos. Já a Sophia é muito nova. Eu digo a ela que ainda é muito cedo para trabalhar e ela reclama: "Mãe, você está travando a minha carreira" (risos). Como mãe, eu prefiro que ela continue só estudando e brincando. Sinto que ter começado a trabalhar muito cedo prejudicou a minha infância e a adolescência. Na época em que eu morava no exterior, tinha de fazer lições e provas por correspondência para não perder o ano na escola. A carreira de bailarina era quase um celibato.

Brasileiros - Falando nisso, você assistiu ao Cisne Negro?
C.R. -
Sim, e fiquei emocionada. Esse filme mostra um pouco da pressão que todos nós, artistas, vivemos. O ator é treinado para viver entrando no personagem, mas se não tiver estrutura emocional, acaba engolido. Quando se está em cena, a emoção do personagem desencadeia todo um processo químico: o coração dispara, as pernas ficam dormentes, as lágrimas brotam. É tudo de mentirinha, mas a entrega é tanta que a gente termina exausto. Eu faço terapia há muitos anos e isso me ajuda a não entornar o caldo.

Brasileiros - Você tem medo de envelhecer? Acha que a idade pode afetar sua carreira?
C.R. -
A gente vive em um País que tem preconceito com idade, isso não dá para negar. Mas eu não acho que a minha carreira esteja pautada exclusivamente no meu physique du rôle. Nunca tive problema em ficar feia, gorda ou desdentada para fazer um papel. A Donatela, de A Favorita, tinha rugas, cabelo ensebado e jeitão de matrona. Eu não tinha tempo de malhar, pois gravava 18 horas por dia. Quando vi, estava dez quilos acima do peso. É claro que eu não gostava de me olhar no espelho e me ver gorda. Mas olhando para trás, eu vejo que a Donatela foi um dos melhores personagens da minha carreira.


Fonte: Brasileiros/Blog Caia na Raia

"Sempre fui uma mulher aviadada", diz Claudia Raia a revista gay

Posted sexta-feira, abril 08, 2011 by Fernanda Borge Gabriel


Capa da revista “Junior” de abril, Claudia Raia conta em entrevista à publicação que seu primeiro contato com o mundo gay começou cedo. “Minha mãe tinha uma academia de dança, a vida inteira convivi com mundo gay, o meio da dança é muito gay. Sempre fui uma mulher aviadada. É uma coisa muito normal para mim. E para meus filhos também. Sempre coloquei toda verdade para eles, super respeitam”, afirma.

Claudia conta que nunca deixou os filhos serem cruéis com o universo gay. “Acabo na hora com qualquer possibilidade de preconceito. Meu filho Enzo tem 13 anos, naquela fase que poderia ser difícil. Mas ele conversa com todos os meus amigos gays sobre todos os assuntos, é totalmente tranquilo, super respeitador. Depende só de como se aborda o tema”, acredita.

A atriz diz que lida bem com o fato de ser uma diva gay. “Desde sempre tive um envolvimento grande com gays. Aos nove anos comecei a trabalhar como modelo do Clodovil [Hernandez]. Até hoje meus maiores amigos são gays”, conta ela, lembrando que Clodovil a descobriu em uma apresentação de dança. “Ele achou que eu era incrível e me colocou encerrando um desfile. Eu ficava muito no ateliê dele, já no meio da bichice toda...”, lembra.


Fonte: Uol

Claudia Raia fala sobre cirurgia plástica na LOLA de março

Posted quarta-feira, março 02, 2011 by Fernanda Borge Gabriel


A atriz Claudia Raia, sucesso na pele da perua Jaqueline Maldonado na trama global "Ti-ti-ti", é capa da edição de março da revista LOLA. Na entrevista, a estrela fala sobre a separação dela e do ator Edson Celulari, sobre o sucesso da sua personagem e também sobre um assunto em geral evitado pelas celebridades: a cirurgia plástica.

Sobre o tópico, Claudia Raia conta que, quando mais jovem, se sentia um verdadeiro patinho feio. "Eu era uma Mortícia Adams", brinca, referindo-se à personagem dos quadrinhos, do cinema e da TV. "Boca horrível, com um dente para o sul e o outro para o norte. Magra, tão magra que, quando eu estava de lado, parecia que eu tinha ido embora. E narigão. Um senhor narigão!".

Mesmo quando se tornou uma atriz famosa, ela ainda tinha complexo do seu nariz. "Fui a todos os cirurgiões plásticos do Rio e de São Paulo. Ninguém quis me operar. Diziam que eu era muito grande e que não ficaria bem com um narizinho arrebitado. Não me conformava", lembra.

Claudia conviveu com o nariz rejeitado até o dia em que, contra sua vontade, aceitou um convite de Alexandre Frota, seu primeiro marido, para um churrasco dominical em Niterói. Ao chegar lá, ela descobriu que a comilança era na casa de um cirurgião plástico obscuro. O médico não escondeu seu deslumbramento diante dela, mas afirmou que mudaria apenas o seu nariz.

Foi quando ela decidiu entrar no bisturi e, hoje, tem um nariz pequeno, arrebitado e inteiramente proporcional a seu corpão.





Fonte: Site Abril/ LOLA

Claudia Raia na Istoé Gente "É dificil recomeçar"

Posted sábado, fevereiro 26, 2011 by Fernanda Borge Gabriel































Fonte: Blog Atriz Claudia Raia




Claudia Raia diz que se inspirou na filha para papel de Jaqueline

Posted sexta-feira, fevereiro 25, 2011 by Fernanda Borge Gabriel


MÁRCIO MAIO
Cláudia Raia não para. Dona de gestos largos, a intérprete da inconsequente Jaqueline, deTi-ti-ti, parece viver em ritmo frenético depois que aceitou interpretar a fashionista do remake de Maria Adelaide Amaral. Ela fala prestando atenção em tudo ao seu redor. Mas, principalmente, em suas próprias cenas, em destaque na TV. "Eu trabalho muito. Às vezes gravo em duas externas e estúdios diferentes do Projac. Mas, quando vejo no ar e percebo o equilíbrio e a harmonia, fico em estado de graça", suspirou ela, que jura ter nas mãos um dos papéis mais difíceis de uma longa carreira de 26 anos em novelas.


Cláudia já sabe que seu próximo papel na televisão também será de humor. Ela já foi reservada para a adaptação que Sílvio de Abreu fará no texto de Guerra dos Sexos, prevista para estrear em 2012, no mesmo horário de Ti-ti-ti. "Grudei nas sete horas e nos remakes. O Tony Ramos e a Irene Ravache farão os personagens que foram do Paulo Autran e da Fernanda Montenegro. Já eu e o Reynaldo Gianecchini faremos os que Tarcísio Meira e Glória Menezes interpretaram", adiantou.



Você não faz um papel cômico na tevê há cinco anos, desde Belíssima. Como foi esse retorno?
Foi fascinante ganhar esse papel. Com certeza é um dos melhores da minha carreira. Mas não foi tão fácil como muitos pensam. O Jorge Fernando (diretor) quer fazer da Jaqueline aquela prima que todo mundo quer ter. Dessas que se vestem de maneira diferente, que são "pra frente", que têm coragem de fazer coisas ousadas, falam o que pensam, são modernas... Só que tudo isso fez com que ela virasse uma péssima mãe, uma mulher inadequada ao extremo. E todo mundo adora!


O que o público costuma comentar?
Ouço muitas brincadeiras e elogios. Fico feliz porque acho que nenhuma novela que eu fiz tinha essa identificação popular tão forte. A ponto das pessoas saberem frases e coisas da personagem e repetirem o tempo todo. A Favorita, por exemplo, foi um sucesso estrondoso, mas era diferente. Ti-ti-ti é uma comédia e isso também ajuda a aproximar os telespectadores da gente.


Você disse que o público repete algumas coisas nas ruas. Você se inspirou em alguém na hora de criar o jeito de falar da Jaqueline?
Sim, e acho muito inusitado dizer isso. Na verdade, eu me inspirei na minha própria filha, a Sophia. Eu imito um pouco o jeitinho dela porque acho que é engraçado.


O humor mudou muito nos últimos anos. É mais difícil fazer rir hoje?
Eu acho bem mais complicado. Perdemos um pouco a liberdade do lúdico, do sonho, a licença poética mesmo. Acaba ficando tudo muito limitado. A gente não pode pegar uma bebida, fazer uma bêbada, aparecer fumando. Tudo bem, é importante saber dosar, até porque sabemos que existem crianças assistindo. Mas acho que certas situações poderiam e deveriam ser repensadas. Acho que isso ajuda a afastar as pessoas da televisão em geral. Ajuda a diminuir a audiência.


A audiência é uma preocupação para vocês?
Antes, aqui na Globo, a gente tinha o Boni. Ele dizia: "vocês fazem o artístico. Do Ibope, cuido eu". Algo que, na minha opinião, está certo. Era ele quem tinha de saber como lançar uma novela. E, se não desse certo, como relançá-la. Havia um desespero na emissora até pouco tempo atrás a respeito disso. Quando não dava certo na primeira semana, faziam um grupo de discussão. O público nem sabia direito a função dos personagens nas tramas e ainda estava de luto da outra novela. Sim, porque há um luto. Seja para não virar refém ou por rejeitar mesmo o término da anterior. É como marido novo com os filhos: você vai se acostumando com aquilo aos poucos. Essa adaptação, em algum momento aqui da Globo, ficou histérica. Mas, de dois anos para cá, se acalmou. Acho que um pouco pelo que aconteceu com A Favorita.


Mas A Favorita foi relançada...
Não houve um relançamento ali. O João, depois de dois meses, virou o jogo. Uma atitude genial, na minha visão. Quem estava ali, no olho do furacão, como eu e a Patrícia Pillar, já sabia. Mas o público nem imaginava que aquilo pudesse acontecer. Revelar a mocinha e a vilã no capítulo 50 foi algo inédito na TV. E a novela era verborrágica, não tinha glamour nenhum. Tinha era muito texto. Até a cárie da pessoa você conseguia ver no vídeo! Eram 100, 120 laudas por semana para decorar.


Como você costuma decorar seus textos?
Desde A Favorita, eu trabalho com a Rosana Garcia. Ela é minha coach, está sempre do meu lado para me ajudar. E não só para isso. É importante ter um profissional bom do lado para dar uma direção, fazer você enxergar onde está além da conta, onde pode colocar uma carga a mais de humor ou drama.


Você mesma se intitula uma "mulher superlativa", alguns tons acima da maior parte das atrizes. Isso atrapalha na hora de entrar em cena em um papel cômico, como a Jaqueline?
É mais difícil controlar na comédia, mas já tenho uma base artística. No teatro, em Sweet Charity, precisei de um trabalho de corpo enorme que emprestava a imagem de uma mulher mais baixa. Nunca alguém da minha altura conseguiu pegar aquela personagem. Mas representar é isso mesmo, é pegar um papel que não tem nada a ver com o seu perfil e se sair bem. Ou que tem tudo a ver com você e conseguir dar uma cara nova, mostrar que é uma interpretação, e não mera reprodução da realidade.


Com tantas características fortes, acha que alguns autores e diretores têm medo de escalar você para papéis mais naturalistas? Você nunca trabalhou com o Dennis Carvalho, com o Gilberto Braga, o Manoel Carlos...
Não acho. Vide A Favorita. Não era um papel para o qual me escalariam normalmente. O Ricardo Waddington não é um diretor que tenha o meu perfil. Brinco com ele: "por que você tem mania de mim se eu não faço parte da sua turma?". Eu não sou uma atriz que seja a cara do Ricardo, mas ele sempre pensa em mim em papéis diferentes. A Favorita mostra isso perfeitamente. Aquele papel, aparentemente, não era para mim. Mas Torre de Babel também não. Lembro que eu fiz um trabalho limpo, sem gestos. Ela era tão sem nada na cara, tão robótica... E eu sou uma mulher muito física. Tirei tudo, até o cabelo. A Ângela era uma mulher que quase não se mexia. Conversei na época com o Edson (Celulari, ex-marido) em casa e ele achou que era perigoso. Era um caminho que, se eu errasse, iria errar feio. Acabou virando uma psicopata, coisa que ela nem era na sinopse.


Em A Favorita, você teve receio de não emplacar como mocinha?
Na época, o João Emanuel falou para mim: "se eu errar na Donatela e você errar na Donatela, pelo amor de Deus, aí é porque eu errei a novela". Eu acho que muitas pessoas encaram a atuação na tevê como algo que pode ou tem de ser superficial. Mas eu não. O trabalho elaborado, estudado, pensado, analisado a cada dia profundamente em seus melhores momentos faz a diferença. Acho que há muitos jovens e até atores mais experientes que acham que televisão é vem, faz e pronto. Claro que, com 35 cenas por dia, não dá para acertar em tudo. Mas, se você vem preparado, estudado, você consegue acertar uns 70%.





Ti-ti-ti - Globo - Segunda a sábado, às 19h25.
Início no humor
Cláudia Raia começou na TV trabalhando com Jô Soares no programa Viva o Gordo, mas foi como atriz de novelas que se tornou conhecida. Principalmente depois que interpretou a expansiva Tancinha emSassaricando, em 1987. Tanto que a personagem serviu para que a atriz fosse convidada para integrar o elenco do humorístico TV Pirata, um dos maiores sucessos do gênero no Brasil. "O time de atores era excelente. É difícil juntar tanta gente boa de novo para um programa como aquele", valorizou ela, que deixou o elenco em 1990, direto para a novela Rainha da Sucata, onde encarnou a "bailarina da coxa grossa" Adriana.



Foi em 1992 que Cláudia ganhou sua primeira protagonista, quando Sílvio de Abreu escreveu Deus nos Acuda. Na história, interpretava a trambiqueira Maria Escandalosa. Foi a quarta vez que a atriz trabalhou em uma obra do autor, que também escreveu Cambalacho, Sassaricando e Rainha da Sucata. De lá para cá, os dois já trabalharam juntos em Torre de Babel, As Filhas da Mãe e Belíssima. "O Sílvio me deu papéis incríveis. O que ele quiser que eu faça, digo sim", exagerou.


Aparências que enganam
A maturidade foi impressa em Cláudia Raia na TV desde cedo. A atriz começou a interpretar personagens mais velhos que ela em 1995, quando foi a escolhida para o papel de protagonista da minissérie Engraçadinha... Seus Amores e seus Pecados, na Globo. Na época, ficou decidido que Cláudia ficaria com a segunda fase da personagem apimentada de Nelson Rodrigues, enquanto caberia a Alessandra Negrini desempenhar a função na primeira. Mas a diferença de idade entre as duas é de menos de quatro anos. Alessandra nasceu em agosto de 1970 e Cláudia, em dezembro de 1966. "Hoje eu teria a idade perfeita para aquele trabalho", analisou.


Hoje, Cláudia se diverte com essa situação. E encara numa boa a idade avançada dos filhos de suas personagens recentes. Em Belíssima, ela interpretava a mãe de Giovanna, papel de Paola Oliveira. Já em A Favorita, Donatela descobria que seu filho desaparecido era Halley, vivido por Cauã Reymond. "Costumo dizer que daqui a pouco eu vou fazer a avó da Regina Duarte", brincou ela, que aponta um fato curioso em sua trajetória. "Acho engraçado lembrar que eu fiz a mãe do Carmo Dalla Vecchia em Engraçadinha e, 13 anos depois, fizemos par romântico em A Favorita", afirmou.


Trajetória Televisiva
# Roque Santeiro (Globo, 1985) - Ninon.
# Cambalacho (Globo, 1986) - Maria Antonieta.
# O Outro (Globo, 1987) - Edwiges.
# Sassaricando (Globo, 1987) - Tancinha.
# TV Pirata (Globo, 1988) - Tonhão e Penélope.
# Rainha da Sucata (Globo, 1990) - Adriana.
# Vamp (Globo, 1991) - Celeste.
# Deus nos Acuda (Globo, 1992) - Maria Escandalosa.
# Engraçadinha... Seus Amores e Seus Pecados (Globo, 1995) - Engraçadinha.
# Torre de Babel (Globo, 1998) - Ângela Vidal.
# Terra Nostra (Globo, 1999) - Hortência.
# As Filhas da Mãe (Globo, 2001) - Ramona.
# O Beijo do Vampiro (Globo, 2002) - Mina de Montmartre.
# Sítio do Picapau Amarelo (Globo, 2003) - Medéia.
# Belíssimav (Globo, 2005) - Safira.
# Mad Maria (Globo, 2005) - Tereza.
# Sete Pecados (Globo, 2007) - Ágatha.
# A Favorita (Globo, 2008) - Donatela Fontini.
# Ti-ti-ti (Globo, 2010) - Jaqueline Maldonado.

Fonte: Terra Brasil

Claudia Raia vê a atrapalhada Jaqueline de "Ti Ti Ti" como um dos papéis mais difíceis de sua carreira

Posted domingo, fevereiro 20, 2011 by Fernanda Borge Gabriel


Cláudia Raia não para. Dona de gestos largos, a intérprete da inconsequente Jaqueline, de "Ti-Ti-Ti", parece viver em ritmo frenético depois que aceitou interpretar a fashionista do remake de Maria Adelaide Amaral. Ela fala prestando atenção em tudo ao seu redor. Mas, principalmente, em suas próprias cenas, em destaque na tevê. "Eu trabalho muito. Às vezes gravo em duas externas e estúdios diferentes do Projac. Mas, quando vejo no ar e percebo o equilíbrio e a harmonia, fico em estado de graça", suspira ela, que jura ter nas mãos um dos papéis mais difíceis de uma longa carreira de 26 anos em novelas.

Cláudia já sabe que seu próximo papel na televisão também será de humor. Ela já foi reservada para a adaptação que Sílvio de Abreu fará no texto de "Guerra dos Sexos", prevista para estrear em 2012, no mesmo horário de "Ti-Ti-Ti". "Grudei nas sete horas e nos remakes. O Tony Ramos e a Irene Ravache farão os personagens que foram do Paulo Autran e da Fernanda Montenegro. Já eu e o Reynaldo Gianecchini faremos os que Tarcísio Meira e Glória Menezes interpretaram", adianta.

Você não faz um papel cômico na tevê há cinco anos, desde "Belíssima". Como foi esse retorno?

Foi fascinante ganhar esse papel. Com certeza é um dos melhores da minha carreira. Mas não foi tão fácil como muitos pensam. O Jorge Fernando (diretor) quer fazer da Jaqueline aquela prima que todo mundo quer ter. Dessas que se vestem de maneira diferente, que são "pra frente", que têm coragem de fazer coisas ousadas, falam o que pensam, são modernas... Só que tudo isso fez com que ela virasse uma péssima mãe, uma mulher inadequada ao extremo. E todo mundo adora!

O que o público costuma comentar?

Ouço muitas brincadeiras e elogios. Fico feliz porque acho que nenhuma novela que eu fiz tinha essa identificação popular tão forte. A ponto das pessoas saberem frases e coisas da personagem e repetirem o tempo todo. "A Favorita", por exemplo, foi um sucesso estrondoso, mas era diferente. "Ti-Ti-Ti" é uma comédia e isso também ajuda a aproximar os telespectadores da gente.

Você disse que o público repete algumas coisas nas ruas. Você se inspirou em alguém na hora de criar o jeito de falar da Jaqueline?

Sim, e acho muito inusitado dizer isso. Na verdade, eu me inspirei na minha própria filha, a Sophia. Eu imito um pouco o jeitinho dela porque acho que é engraçado.

O humor mudou muito nos últimos anos. É mais difícil fazer rir hoje?

Eu acho bem mais complicado. Perdemos um pouco a liberdade do lúdico, do sonho, a licença poética mesmo. Acaba ficando tudo muito limitado. A gente não pode pegar uma bebida, fazer uma bêbada, aparecer fumando. Tudo bem, é importante saber dosar, até porque sabemos que existem crianças assistindo. Mas acho que certas situações poderiam e deveriam ser repensadas. Acho que isso ajuda a afastar as pessoas da televisão em geral. Ajuda a diminuir a audiência.

A audiência é uma preocupação para vocês?

Antes, aqui na Globo, a gente tinha o Boni. Ele dizia: "vocês fazem o artístico. Do Ibope, cuido eu". Algo que, na minha opinião, está certo. Era ele quem tinha de saber como lançar uma novela. E, se não desse certo, como relançá-la. Havia um desespero na emissora até pouco tempo atrás a respeito disso. Quando não dava certo na primeira semana, faziam um grupo de discussão. O público nem sabia direito a função dos personagens nas tramas e ainda estava de luto da outra novela. Sim, porque há um luto. Seja para não virar refém ou por rejeitar mesmo o término da anterior. É como marido novo com os filhos: você vai se acostumando com aquilo aos poucos. Essa adaptação, em algum momento aqui da Globo, ficou histérica. Mas, de dois anos para cá, se acalmou. Acho que um pouco pelo que aconteceu com "A Favorita".

Mas "A Favorita" foi relançada...

Não houve um relançamento ali. O João, depois de dois meses, virou o jogo. Uma atitude genial, na minha visão. Quem estava ali, no olho do furacão, como eu e a Patrícia Pillar, já sabia. Mas o público nem imaginava que aquilo pudesse acontecer. Revelar a mocinha e a vilã no capítulo 50 foi algo inédito na tevê. E a novela era verborrágica, não tinha glamour nenhum. Tinha era muito texto. Até a cárie da pessoa você conseguia ver no vídeo! Eram 100, 120 laudas por semana para decorar.

Como você costuma decorar seus textos?

Desde "A Favorita", eu trabalho com a Rosana Garcia. Ela é minha "coach", está sempre do meu lado para me ajudar. E não só para isso. É importante ter um profissional bom do lado para dar uma direção, fazer você enxergar onde está além da conta, onde pode colocar uma carga a mais de humor ou drama.

Você mesma se intitula uma "mulher superlativa", alguns tons acima da maior parte das atrizes. Isso atrapalha na hora de entrar em cena em um papel cômico, como a Jaqueline?

É mais difícil controlar na comédia, mas já tenho uma base artística. No teatro, em "Sweet Charity", precisei de um trabalho de corpo enorme que emprestava a imagem de uma mulher mais baixa. Nunca alguém da minha altura conseguiu pegar aquela personagem. Mas representar é isso mesmo, é pegar um papel que não tem nada a ver com o seu perfil e se sair bem. Ou que tem tudo a ver com você e conseguir dar uma cara nova, mostrar que é uma interpretação, e não mera reprodução da realidade.

Com tantas características fortes, acha que alguns autores e diretores têm medo de escalar você para papéis mais naturalistas? Você nunca trabalhou com o Dennis Carvalho, com o Gilberto Braga, o Manoel Carlos...

Não acho. Vide "A Favorita". Não era um papel para o qual me escalariam normalmente. O Ricardo Waddington não é um diretor que tenha o meu perfil. Brinco com ele: "Por que você tem mania de mim se eu não faço parte da sua turma?". Eu não sou uma atriz que seja a cara do Ricardo, mas ele sempre pensa em mim em papéis diferentes. "A Favorita" mostra isso perfeitamente. Aquele papel, aparentemente, não era para mim. Mas "Torre de Babel" também não. Lembro que eu fiz um trabalho limpo, sem gestos. Ela era tão sem nada na cara, tão robótica... E eu sou uma mulher muito física. Tirei tudo, até o cabelo. A Ângela era uma mulher que quase não se mexia. Conversei na época com o Edson (Celulari, ex-marido) em casa e ele achou que era perigoso. Era um caminho que, se eu errasse, iria errar feio. Acabou virando uma psicopata, coisa que ela nem era na sinopse.

Em "A Favorita", você teve receio de não emplacar como mocinha?

Na época, o João Emanuel falou para mim: "se eu errar na Donatela e você errar na Donatela, pelo amor de Deus, aí é porque eu errei a novela". Eu acho que muitas pessoas encaram a atuação na tevê como algo que pode ou tem de ser superficial. Mas eu não. O trabalho elaborado, estudado, pensado, analisado a cada dia profundamente em seus melhores momentos faz a diferença. Acho que há muitos jovens e até atores mais experientes que acham que televisão é vem, faz e pronto. Claro que, com 35 cenas por dia, não dá para acertar em tudo. Mas, se você vem preparado, estudado, você consegue acertar uns 70%.

Início no humor

Cláudia Raia começou na tevê trabalhando com Jô Soares no programa "Viva o Gordo", mas foi como atriz de novelas que se tornou conhecida. Principalmente depois que interpretou a expansiva Tancinha em "Sassaricando", em 1987. Tanto que a personagem serviu para que a atriz fosse convidada para integrar o elenco do humorístico "TV Pirata", um dos maiores sucessos do gênero no Brasil. "O time de atores era excelente. É difícil juntar tanta gente boa de novo para um programa como aquele", valoriza ela, que deixou o elenco em 1990, direto para a novela "Rainha da Sucata", onde encarnou a "bailarina da coxa grossa" Adriana.
Foi em 1992 que Cláudia ganhou sua primeira protagonista, quando Sílvio de Abreu escreveu "Deus nos Acuda". Na história, interpretava a trambiqueira Maria Escandalosa. Foi a quarta vez que a atriz trabalhou em uma obra do autor, que também escreveu "Cambalacho", "Sassaricando" e "Rainha da Sucata". De lá para cá, os dois já trabalharam juntos em "Torre de Babel", "As Filhas da Mãe" e "Belíssima". "O Sílvio me deu papéis incríveis. O que ele quiser que eu faça, digo sim", exagera.

Aparências que enganam

A maturidade foi impressa em Cláudia Raia na tevê desde cedo. A atriz começou a interpretar personagens mais velhos que ela em 1995, quando foi a escolhida para o papel de protagonista da minissérie "Engraçadinha... Seus Amores e seus Pecados", na Globo. Na época, ficou decidido que Cláudia ficaria com a segunda fase da personagem apimentada de Nelson Rodrigues, enquanto caberia a Alessandra Negrini desempenhar a função na primeira. Mas a diferença de idade entre as duas é de menos de quatro anos. Alessandra nasceu em agosto de 1970 e Cláudia, em dezembro de 1966. "Hoje eu teria a idade perfeita para aquele trabalho", analisa.
Hoje, Cláudia se diverte com essa situação. E encara numa boa a idade avançada dos filhos de suas personagens recentes. Em "Belíssima", ela interpretava a mãe de Giovanna, papel de Paola Oliveira. Já em "A Favorita", Donatela descobria que seu filho desaparecido era Halley, vivido por Cauã Reymond. "Costumo dizer que daqui a pouco eu vou fazer a avó da Regina Duarte", brinca ela, que aponta um fato curioso em sua trajetória. "Acho engraçado lembrar que eu fiz a mãe do Carmo Dalla Vecchia em Engraçadinha e, 13 anos depois, fizemos par romântico em A Favorita", afirma.

Perguntinhas Básicas

Posted sábado, fevereiro 19, 2011 by Fernanda Borge Gabriel
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5 Perguntas para La Raia

Posted by Fernanda Borge Gabriel


Cláudia Raia vê a atrapalhada Jaqueline de Ti-Ti-Ti como um dos papéis mais difíceis de sua carreira.
Mix – Você não faz um papel cômico na tevê há cinco anos, desde Belíssima. Como foi esse retorno?
Cláudia Raia – Foi fascinante ganhar esse papel. Com certeza, é um dos melhores da minha carreira. Mas não foi tão fácil como muitos pensam. O Jorge Fernando (diretor) quer fazer da Jaqueline aquela prima que todo mundo quer ter. Dessas que se vestem de maneira diferente, que são “pra frente”, que têm coragem de fazer coisas ousadas, falam o que pensam, são modernas... Só que tudo isso fez com que ela virasse uma péssima mãe, uma mulher inadequada ao extremo. E todo mundo adora!
Mix – O que o público costuma comentar?
Cláudia – Ouço muitas brincadeiras e elogios. Fico feliz porque acho que nenhuma novela que eu fiz tinha essa identificação popular tão forte. A ponto das pessoas saberem frases e coisas da personagem e repetirem o tempo todo. A Favorita, por exemplo, foi um sucesso estrondoso, mas era diferente. Ti-Ti-Ti é uma comédia e isso também ajuda a aproximar os telespectadores da gente.
Mix – Você disse que o público repete algumas coisas nas ruas. Você se inspirou em alguém na hora de criar o jeito de falar da Jaqueline?
Cláudia – Sim, e acho muito inusitado dizer isso. Na verdade, eu me inspirei na minha própria filha, a Sophia. Eu imito um pouco o jeitinho dela porque acho que é engraçado.
Mix – O humor mudou muito nos últimos anos. É mais difícil fazer rir hoje?
Cláudia – Eu acho bem mais complicado. Perdemos um pouco a liberdade do lúdico, do sonho, a licença poética mesmo. Acaba ficando tudo muito limitado. A gente não pode pegar uma bebida, fazer uma bêbada, aparecer fumando. Tudo bem, é importante saber dosar, até porque sabemos que existem crianças assistindo. Mas acho que certas situações poderiam e deveriam ser repensadas. Acho que isso ajuda a afastar as pessoas da televisão em geral. Ajuda a diminuir a audiência.
Mix – Audiência é uma preocupação para vocês?
Cláudia – Antes, aqui na Globo, a gente tinha o Boni. Ele dizia: “Vocês fazem o artístico. Do Ibope, cuido eu”. Era ele quem tinha de saber como lançar uma novela. E se não desse certo, como relançá-la. Havia um desespero na emissora até pouco tempo atrás, em relação a isso. Quando não dava certo na primeira semana, faziam um grupo de discussão. O público nem sabia direito a função dos personagens nas tramas e ainda estava de luto da outra novela. Sim, porque existe um luto. Seja para não virar refém ou por rejeitar mesmo o término da anterior. É como marido novo com os filhos: você vai se acostumando com aquilo aos poucos. Essa adaptação, em algum momento aqui na Globo, ficou histérica. Mas de dois anos para cá, se acalmou.


Fonte: Gazeta do Sul

Muito Obrigada! Com Claudia Raia

Posted terça-feira, fevereiro 15, 2011 by Fernanda Borge Gabriel


Fonte: Site Globo

Claudia Raia na BOA FORMA de Fevereiro

Posted terça-feira, fevereiro 08, 2011 by Fernanda Borge Gabriel





Claudia Raia contou como perdeu sete quilos desde o início da novela "Ti-ti-ti", em que interpreta a personagem Jaqueline: "Cortei os alimentos incompatíveis com o meu tipo sanguíneo, mas não precisei reduzir as porções. Senão, seria muito difícil!", contou à revista "Boa Forma" do mês de fevereiro.


A atriz revelou que não tinha a intenção de emagrecer: "Comecei a dieta com o objetivo de acabar com as crises de enxaqueca: emagrecer veio como bônus". A atriz explicou ainda que faz musculação e balé para manter a ótima forma.
Claudia contou também que tinha receio em ficar loira mas amou o resultado: "Eu tinha medo de ficar toda bege, mas não foi o que aconteceu, meu rosto ficou iluminado".






Fonte: Ego
Fotos: Blog Atriz Claudia Raia; -Boa Forma

Claudia Raia bate-papo com Regina Casé no programa Esquenta

Posted domingo, fevereiro 06, 2011 by Fernanda Borge Gabriel

As mil e uma faces de Claudia Raia

Posted quarta-feira, janeiro 26, 2011 by Fernanda Borge Gabriel


Depois de passar por poucas e boas, a personagem de Claudia Raia em "Ti-ti-ti" começou, nesta semana, sua retomada à ascensão. Sempre luminosa, a atriz assume mais um papel marcante em sua carreira na pele de Jaqueline, a perua que diverte o público com seus surtos. "Ela é bipolar", diverte-se Claudia, que define a personagem como "tarja preta". Em entrevista Agora, ela ainda revela novidades para a TV e o teatro.


Agora - Como você enxerga a sua personagem?
Claudia Raia - Ela é tragicômica. Falta estrutura emocional para ela se adequar ao mundo. Olha, é difícil interpretar essa doida! Ela faz milhões de coisas ao mesmo tempo. Ela é bipolar, né?



Agora - Nas gravações, você fica o tempo todo para lá e para cá. Como relaxa após um dia de Jaqueline?
Claudia Raia - Está muito puxado! Quando eu chego em casa, tenho que decorar tudo para o dia seguinte. É uma personagem que contracena com muitos núcleos. Mas eu adoro, porque é um exercício enorme. Faço drama, tragédia, comédia, tudo! Estou ralando muito.

Fonte: Site Agora

Entrevista para a Revista da TV:Recém-separada, Claudia Raia diz não se sentir solteira e fala do sucesso da Jaqueline de 'Ti-ti-ti'

Posted quinta-feira, janeiro 13, 2011 by Fernanda Borge Gabriel

RIO - Quem vê Claudia Raia roubando a cena diariamente em "Ti-ti-ti", como Jaqueline Maldonado, pode até julgar que ela, mais acostumada aos tipos cômicos, encare com o pé nas costas o atual personagem, sua volta ao humor depois da sofrida Donatela, de "A favorita". Nada disso. O sucesso é o resultado de muito, mas muito esforço, conta a atriz, que vai do pastelão à tragédia numa mesma cena.

- Acendo até vela para dar certo - brinca Claudia, de 44 anos recém-completados.

Além de instigante, o trabalho agora é visto como tábua de salvação, palavras dela. Separada, ela afirma passar por uma fase de luto, diz que o ex-marido, o ator Edson Celulari, ainda é muito presente em sua vida, e revela não se considerar solteira depois do fim do casamento de 17 anos. A mãe de Enzo, de 13 anos, e Sophia, 7, que já fez rir como a Tancinha, de "Sassaricando" e a Safira, de "Belíssima", e demonstrou densidade como a Engraçadinha, da minissérie homônima, fala sobre os filhos, as dificuldades do atual trabalho e também sobre vaidade.

O GLOBO: Jaqueline é um sucesso e rouba a cena na novela. É mais fácil fazer comédia?

CLAUDIA RAIA: Estou fazendo com sacrifício, meu filho! Acendo até vela para dar certo. É uma ralação, muito difícil essa Jaqueline. O papel me possibilita buscar tudo. Apesar de estar numa estrutura cômica, ela tem surtos de drama, de tragédia, de alta comédia e pastelão. Tudo precisa ser muito estudado para ser crível. É no limite. Senão, vira palhaçada.


"Estou fazendo com sacrifício. Acendo até vela para dar certo. É uma ralação, muito difícil essa Jaqueline "

.E o que impede a Jaqueline de ser só a moça engraçada da novela?

CLAUDIA: Ela tem um registro diferente de tudo o que já fiz em comédia. E eu procurei isso. No fundo, a personagem tem uma estrutura dramática patética. Jaqueline sofre de solidão profunda. Ela tem uma impossibilidade de aguentar a si própria. É uma mulher tarja preta. É quase um poodle, ela não tem filtros nem limites. E não se valoriza. Morro de pena dela.

O GLOBO: Tem um palpite sobre a razão do sucesso da personagem?

CLAUDIA: O Jorginho (Fernando, diretor geral da novela) e eu temos essa química imbatível. E tenho um casamento profissional com o Alexandre Borges (o Jacques Leclair da trama, grande amor de Jaqueline). Se não me engano, esse é nosso sétimo par romântico. É praticamente uma cláusula contratual (risos).


"Eu não estou solteira ainda. E não me sinto assim. Nunca estive em busca disso de novo. E nem sei se gosto de ser solteira "


.Como é roubar a cena numa novela?

CLAUDIA: Não existe isso. Mas com a Jaqueline eu tenho a consciência do sucesso. A gente pegou um horário bem comprometido na estreia (depois da fracassada "Tempos modernos"). Achei que "Ti-ti-ti" fosse demorar uns dois meses para pegar, mas na primeira semana entrei num shopping e senti a repercussão.




O que o público mais gosta na personagem?

CLAUDIA: Jaqueline fala sempre o que acredita. É péssima mãe, por exemplo. Mas tem um coração maravilhoso. Por isso é adorada. O Jorginho queria que ela fosse a "primona" do Brasil. Eu, que sou do interior (de Campinas), tenho essa imagem da prima da cidade grande que é o máximo e se veste assim.

Você se inspirou em alguém para compor a Jaqueline? Em quem?

CLAUDIA: Na Sophia (filha caçula da atriz)! Ela é totalmente assim, uma Jaquelininha (risos). E se reconhece na personagem. Esse jeito de falar, com aquelas pausas, por exemplo, quando fala "ma-ra-vi-lho-sa!", é dela. Sabe essa coisa meio adolescente? Esse humor é muito da Sophia.

Mas não há nada da Jaqueline em você?

CLAUDIA: Eu sou uma pessoa cheia de energia e tenho o chip da alegria. Jaqueline tem um excesso de coisas que nem ela sabe lidar. Eu sou uma pessoa alegre. Já ela, não cabe em si.

Como define aquele estilo extravagante dela?

CLAUDIA: Jaqueline não é perua. Ela é moderna, ousada, não tem medo de misturar os excessos. E tem um olho muito extravagante para a moda. A gente vai botando uns colares e umas pulseiras e ainda acha que está pouco.

"
O trabalho é uma grande tábua de salvação. É difícil fazer a Jaqueline num momento em que eu não estou daquela forma. Mas o trabalho te reconstrói
"
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.Gostou de ficar loura para essa a atual fase da personagem?

CLAUDIA: Sou muito clara e tinha medo de ficar toda bege. Mas acho que isso acendeu a Jaqueline! Quando a Maria Adelaide (Amaral, autora) escreveu a cena em que ela aparecia loura, eu tive um dia para mudar. Passei 18 horas de um domingo dentro de um salão em São Paulo.

O que mais mudou na sua vida no último ano?

CLAUDIA: Eu mudei a minha alimentação e parei de comer carne vermelha há uns meses. Era a mais carnívora das humanas. Pensei que fosse morrer, mas não morri. Antes, tinha enxaquecas horrorosas e ficava mal. E não como mais derivados do leite por ordens médicas. Com isso, dei uma secada. O resto das mudanças, você sabe: eu me separei.

Como lidou com a separação?

CLAUDIA: É um luto para todos nós. Mas tem filho no meio e foi tudo muito pensado. E feito com respeito. As crianças foram preparadas.

Mas esse período pessoal doloroso veio junto com um momento de explosão profissional...

CLAUDIA: O trabalho é uma grande tábua de salvação. É difícil fazer a Jaqueline num momento em que eu não estou daquela forma. Mas o trabalho te reconstrói, te leva para um lugar melhor.

"
Acabou uma novela, todo mundo esqueceu. Não adianta falar que depois de um tempo você não tem mais que matar um leão por dia
"
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.E como está a vida de solteira?

CLAUDIA: Eu não estou solteira ainda. E não me sinto assim. Nunca estive em busca disso de novo. E nem sei se gosto de ser solteira. Se não estou no trabalho, fico com meus filhos. Eu não tenho frequentado nada! Por enquanto, todo mundo fica me olhando de longe. E essas coisas só acontecem quando você está aberta para isso.

Você faz análise?

CLAUDIA: Faço há 10 anos. Estou me trabalhando.

Como é ser mãe de adolescente?

CLAUDIA: Enzo está com 1,82 m e já calça 43. Ele tem banda (Olly), toca bateria e canta. E está com uma música, "Patricinha", em "Ti-ti-ti". Mas nem eu nem o Edson podemos assistir aos ensaios. Todos os programas de TV querem ele. Outro dia, Enzo falou: "Mãe, não estou preparado para ser um pop star ainda" (risos). Ele quer estudar música em Berkeley.

Mas você não fica completamente coruja ao ver o Enzo já esboçando essa tendência para a música?

CLAUDIA: Fico, mas ele não gosta que a gente interfira muito nessas coisas. E respeitamos. Fora isso, conversamos muito e somos muito amigos. Edson também é um pai maravilhoso.

E a Sophia já demonstra ter alguma inclinação profissional para o futuro?

CLAUDIA: Sophia sou eu com cinco megabytes. Como disse, é uma Jaquelininha. Ela não anda, quica. É ginasta, mas quer ser tudo! Já quis fazer figuração na novela numa cena do hospital frequentado pelo Julinho (André Arteche), como uma das crianças internadas. Eu disse que não seria legal. Ela respondeu: "Mãe, é personagem! Quer saber uma coisa? Você está travando a minha carreira" (risos). Mas ela vai fazer alguma coisa em que apareça. E além disso vai muito bem no colégio. Quando vem o boletim, eu e Edson ficamos olhando um para a cara do outro. A média das notas é nove.

O GLOBO: Jaqueline marca a sua volta à comédia depois de todo aquele drama da Donatela, em "A favorita". Qual a importância do papel anterior na sua carreira?

CLAUDIA: Eu normalmente não seria escalada para um papel como aquele. Mas sou atriz, né? Donatela foi um divisor de águas. Amei fazer e foi muito importante. Fiz muito menos drama do que comédia e isso acaba sendo esquecido. Aliás, acabou uma novela, todo mundo esqueceu. Não adianta falar que depois de um tempo você não tem mais que matar um leão por dia. Até mesmo na comédia. Ali também não tem área de conforto, não tem self-mode.

Ficou preocupada em voltar ao ar em um papel coadjuvante depois de ter sido protagonista no horário nobre?

CLAUDIA: Não tem isso de que a partir de agora eu só vou fazer protagonista e não quero papel coadjuvante. E isso está ficando cada vez mais comum na nossa realidade na TV. O Silvio de Abreu veio falar para mim no fim de "A favorita": "Claudia Raia, o que eu vou dar para você depois da Donatela?" (risos).

O GLOBO: Quer dizer que a sua produtiva parceria com Silvio de Abreu chegou ao fim?

CLAUDIA: Claro que não! Eu vou fazer o remake de "Guerra dos sexos" (anunciado pelo novelista para ocupar o horário das 19h em 2012).

O GLOBO: Quais as vantagens de viver um personagem coadjuvante?

CLAUDIA: Um bom coadjuvante pode vir comendo pelas beiradas. Lembra da Safira, de "Belíssima"? Com ela foi assim, por exemplo. Agora, veio a Jaqueline.

O GLOBO: Em "Ti-ti-ti", a Fernanda Souza faz sua filha. Em "Belíssima", você foi mãe da Paola Oliveira e em "A Favorita", da Mariana Ximenes e do Cauã Reymond. Mexe com a sua vaidade já ser escalada para interpretar mães de atores adultos?

CLAUDIA: Que nada! Fico babando as crias e vou adquirindo esses novos filhos supertalentosos. A Fernandinha agora está sendo uma descoberta. Fui vê-la no filme "Muita calma nessa hora" e adorei. Todos eles dormem na minha casa, têm seus chinelinhos lá e se dão muito bem com os meus filhos.

O GLOBO: Gostou de encarar a fase freira da Jaqueline sem todo aquele figurino peculiar dela?

CLAUDIA: Ela fez horrores naquele convento. E eu me diverti. Gravei praticamente sem maquiagem. Só com os cílios postiços.

Você sempre foi uma mulher exuberante. Ficou ainda mais vaidosa depois dos 40?

CLAUDIA: A única coisa que pega mais agora é quando passo uma noite toda em claro. A minha energia muda completamente, cai. No mais, sou vaidosa no ponto. Mas não fico refém disso. E sou tão grande que tenho preguiça de passar creme no corpo todo (risos).

O GLOBO: Você descuidou da balança na reta final de "A favorita". Os comentários e as especulações sobre o seu peso na época incomodaram?

CLAUDIA: Falaram que eu estava grávida, que tinha engordado dez quilos. Gente, eu estava gorda! (risos). Aproveitei um momento da personagem em que poderia ter aquele corpo e relaxei. Mas foi mesmo um excesso aquilo tudo. Emagreci logo depois da novela.

Fonte: O Globo, Revista da TV