- É um dos grandes prazeres da minha vida. Como bem e de tudo, todos os legumes e verduras. Meus cuidados nessa área sempre existiram. E não passo mais de três horas sem ingerir algo. Fui bem educada nessa questão. Nunca comi 'coisitos', não gosto de refrigerante, pizza, nem doce, não bebo álcool. Isso me favorece. Outra coisa, tinha uma enxaqueca horrível, por isso, há sete meses, parei com a carne vermelha e a lactose. O resultado, nunca mais sofri com ela. Quer dizer, outro dia fiquei com vontade e comi um pedaço. Fui ao restaurante da Roberta Sudbrack e falei: 'Esquece essa história, vim para degustar o talento dela.' E realmente foi uma delícia.
- Ah, sim. Eu amamentei cada um durante onze meses. E nesse período, eles não bebiam nem água. Depois, começaram a comer, mas continuaram com o peito até um ano e meio. Eu me orgulho muito disso. Outro dia, Sophia me perguntou por que eles não adoecem e os amigos da classe, sim. É por isso, faz diferença. Quando começaram a comer, já iniciaram com salada. Eles recebem prêmios na escola porque transmitem isso para os amigos, que passam a se alimentar melhor. É bem bacana. Sabe, a beleza vem do bem-estar, do se sentir bem, e eu tenho muita consciência do meu corpo.
- Sophia já é vaidosa?
- É, adora salto alto, maquiagem. Em casa, representa vários personagens, faz cena de pobrinha embaixo da ponte chorando, sem mãe, nem pai. É hilária (risos).
- Ela participou com você do final de Ti Ti Ti e de Passione. Qual foi a sua reação?
- Admiro, aplaudo. Ela fez o maior sucesso, é carismática, linda, atuou superbem, mas foi uma grande brincadeira. Isso não garante que ela vá ser atriz. No momento, só desejamos que seja criança, brinque muito e estude.
- Mas ela quer ser atriz?
- Toda criança quer brincar de ser um personagem. Acho que, se no futuro, ela se dedicar a isso, fará brilhantemente. Falei para ela: 'Você tem um pai e uma mãe que não são frustrados. Somos o que queríamos ser e tivemos sucesso'. Ela, claro, me copia. Que menina de 8 anos não quer ser igual à mãe? Ainda por cima, canto, danço, represento, faço musical. Na idade dela, eu tinha certeza absoluta. Mas agora, não é hora de trabalhar e sim de estudar, brincar e ser feliz. E o Enzo, se for músico, vai ser bacana também. Meu filho toca bateria, violão, piano, compõe, é mais músico do que intérprete. E sei que ama cantar, é que ele ainda não descobriu isso.

- Como é a mãe Claudia?
- É uma louca. (risos) Pego o telefone, pergunto onde foram, com quem, sou totalmente presente. E tem ordem ali, não é do jeito que eles querem. Os dois dizem que sou meio 'sargentão', mais durona que o Edson. Acho que existe um equilíbrio legal entre nós dois. Isso é bom.
- O que você aprendeu com sua mãe, Odette, e procura transmitir a eles?
- Honestidade e disciplina. Isso é bacana, porque me sinto limpa diante da vida. Nunca tive que abrir uma concessão, conduzi tudo como desejava, séria e absoluta.
- Você planeja ter mais filhos?
- Como vou pensar em um filho, se não tenho nem namorado, marido, nada. Estou me refazendo de uma separação. Se tivesse com o Edson, tinha vontade de ter três filhos, mas não deu tempo para isso, nem sei se dará também. A vida não é uma novela, onde existe um roteiro e está escrito: 'Vou ter três filhos a qualquer preço.' Na verdade, a parte afetiva nesse momento não existe. Então, não sei como vai ser. Vou vivendo uma coisa de cada vez.
- Como foi segurar a barra da separação, se manter forte para passar segurança às crianças?
- Nada foi superado, isso está sendo feito passo a passo. Participar de Ti Ti Ti me deu muita alegria, acho que foi a mão de Deus. São dez meses de separação, estou melhor que antes. Estou passando dia após dia, meus filhos são incríveis, estão todos vivendo um luto e cuidamos bem um do outro, nós quatro. Então, não está curado, está tudo se transformando.

Você ainda não está aberta a um novo amor?
- Não há um novo amor, não estou preparada para isso ainda. Tem gente que termina um casamento porque já está apaixonada por alguém ou por ter acontecido algo muito sério. Não é o nosso caso. Nos separamos por uma finitude. A constatação disso é chata, doída. Mas foi tudo suave perto do que poderia ser.
- O mais importante nessa hora é que os filhos fiquem bem?
- Somos uma família e vamos ser sempre. Não é só uma forte amizade. Existe o pai, a mãe, os filhos. Esse núcleo é fortalecido e vivido sempre. Foi tudo normal. Por que precisa barraco? As pessoas podem se separar bem. Foi isso que aconteceu com a gente.
Fonte: Caras